11 de agosto de 2017

JANOT CRITICOU EM DENÚNCIA ENCONTROS FORA DA AGENDA, COMO O DE TEMER COM DODGE

Os encontros noturnos e fora da agenda do presidente Michel Temer (PMDB) no Palácio do Jaburu "revelam o propósito de não deixar vestígios dos atos criminosos lá praticados".

A afirmação é do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na denúncia em que acusou o presidente de corrupção passiva, por ser supostamente o destinatário final de uma mala com R$ 500 mil e uma promessa de outros R$ 38 milhões em propinas da JBS.

No último dia 2, a Câmara dos Deputados decidiu não dar autorização para que o caso fosse encaminhado ao STF. As circunstâncias do encontro o horário e a ausência de registro oficial- são as mesmas em que o presidente recebeu, às 22h noite de terça (8), Raquel Dodge, subprocuradora da República e sua sucessora na PGR (Procuradoria-Geral da República). Raquel Dodge afirmou que se encontrou com o presidente para discutir sua posse, em setembro.

Nesta semana, o Planalto subiu contra o procurador-geral. Na terça (8), a defesa do presidente pediu que Janot seja impedido de investigar o presidente. Na segunda (7), o ministro Gilmar Mendes, do STF, afirmou que Janot é "o procurador mais desqualificado que já passou pela história da Procuradoria". Na véspera, desejou ao procurador-geral "boa viagem" e jantou com Michel Temer também fora da agenda.

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