9 de agosto de 2017

FACHIN PEDE REDISTRIBUIÇÃO DE INQUÉRITOS DE MINISTRO DAS CIDADES, AÉCIO, COLLOR E CUNHA

O ministro Edson Fachin, relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), devolveu à presidente da Corte, Cármen Lúcia, inquéritos a partir de delações de executivos da Odebrecht que envolvem o ministro das Cidades, Bruno Araújo, o presidente licenciado do PSDB, senador Aécio Neves, o senador Fernando Collor (PTC-AL) e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB) para redistribuição.

A alegação de Fachin, em decisões tomadas nos últimos dias às quais a Reuters teve acesso, é que não haveria motivo para que ele continuasse como relator dos casos porque as apurações não apontaram, até o momento, qualquer relação com desvios na Petrobras.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, a investigação referente ao ministro das Cidades diz respeito a acusação feita por um dos executivos da Odebrecht de que o tucano recebeu nos anos de 2010 e 2012 doação eleitoral via caixa dois da empresa. Ainda consta, conforme o Ministério Público, que Bruno Araújo, no exercício do cargo de deputado federal, agiu na defesa do interesse da Odebrecht no Congresso.

Para o Ministério Público, haveria indícios da prática dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Araújo já negou publicamente qualquer irregularidade. Fachin remeteu o inquérito para Cármen Lúcia a fim de realizar a redistribuição dos autos a um novo relator, que terá de analisar pedido pendente de prorrogação de prazo para conclusão das investigações, bem como eventuais pedidos em aberto.

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