21 de novembro de 2017

APÓS MAIS DE 30 ANOS, MALU MADER PODE PERDER VAGA NA GLOBO

Malu Mader pode entrar para a lista de veteranos da Globo que não tiveram o contrato renovado. O atual acordo da atriz vale até fevereiro do ano que vem e ainda é dúvida nos bastidores da emissora.

Segundo o jornal "O Dia", a atriz estaria desesperada com a possibilidade de ficar sem vaga fixa no canal. Isso porque, ao longo dos quase 35 anos na empresa, seu contrato era renovado automaticamente.

Vale lembrar que a artista tem feito poucos trabalhos na Globo: ela esteve no elenco de "Haja Coração", em 2016, e em "Sangue Bom", de 2013. A baixa produtividade seria uma das razões para o fim do acordo.

APÓS 22 ANOS, MOACYR FRANCO É DEMITIDO DO SBT

A crise econômica que atinge o SBT continua fazendo vítimas. Após Carlinhos Aguiar e Jean Paulo Campos serem demitidos, agora foi a vez de Moacyr Franco, que estava no ar em "A Praça é Nossa" há 12 anos.

Segundo o jornal "Estadão", a emissora não quis se pronunciar sobre o desligamento do veterano, empregado do canal de Silvio Santos desde 1977. No SBT, o famoso apresentou programas como "Concurso de Paródias" (1997), "Ô Coitado" (1999), "Meu Cunhado" (2001).

Carlos Alberto de Nóbrega, apresentador do humorístico, se disse muito abalado com a situação. "Quando soube que ele seria cortado, foi um choque. Eu disse à direção da casa que não conseguiria dar a notícia, porque iria começar a chorar na hora. Ele é um dos artistas mais injustiçados no nosso País".

O humorista ainda fez questão de elogiar o colega: "Ele é um gênio, tem uma versatilidade como poucos. É um ótimo ator, humorista, escreve muito bem, é um poeta, canta muito bem… Era um absurdo ele ter somente 5 minutos de participação na 'Praça'. Mas a empresa não é minha, e a decisão também não foi minha. Estou muito triste. Ainda não tive coragem de falar com ele".

TEMER:“VIM PARA FAZER A TRANSIÇÃO E ESPERO SER RECONHECIDO LÁ NA FRENTE”

Detentor de uma popularidade na casa dos 3%, uma ampla base no Congresso e interessado em promover reformas até o último dia de seu governo, o presidente Michel Temer trabalha diuturnamente para chegar ao final do mandato num patamar bem melhor do que aquele registrado hoje. “Se aprovar a reforma da Previdência e conseguir simplificar os tributos, ô!”, diz ele, com uma tranqüilidade que há tempos não se via.

Ele se apresenta como presidente da transição, diz que não é candidato a nada. Porém, acha “importantíssimo” ter um candidato para defender o legado de seu governo. Quem será, ele não avança a esse ponto. Para bons entendedores, no entanto, a eleição de 2018 é uma incógnita tão grande hoje que até Michel Temer pode entrar na bolsa de apostas, quer goste ou não.

Temer deu essas declarações num jantar promovido pelo site Poder 360, na noite dessa segunda-feira na área mais reservada do restaurante Piantella. Convidado de honra, levou todos os ministros do Planalto, o secretário de imprensa, Márcio de Freitas, e o marqueteiro Elcinho Mouco. À mesa, com jornalistas e empresários, como André Clark, CEO da Siemens, e Flávio Rocha, do grupo Riachuelo, e representantes da Souza Cruz, do Banco Mundial, Temer fez um resumo dos avanços de seu governo até aqui e deu uma pista das reformas ministerial, previdenciária e privatização da Eletrobrás que virá por um pacote composto por uma medida provisória, para autorizar que as distribuidoras se tornem concessionárias, e dois projetos de lei, “combinados com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia”.

Temer faz questão de frisar que não se governa sem o apoio dos presidentes das duas Casas.Em relação à reforma previdenciária, o presidente não descarta as dificuldades de aprovação. Porém, confia que a Emenda Constitucional passe na Câmara este ano ainda. E, para o ano que vem, a votação no Senado.

Numa escala de 0 a 10 sobre a perspectiva de aprovação, o ministro Eliseu Padilha, da Casa Civil, considera que as chances estão em 8. E, para ganhar tempo, o governo já admite inclusive a promulgação “fatiada”, ou seja, promulga-se primeiramente o que for aprovado nas duas Casas. Assim, apenas o que for modificado no Senado regressar à Câmara.

A nova Proposta de emenda Constitucional (PEC) será apresentada nesta quarta-feira num jantar no Alvorada com os deputados que integram a base do governo. Consiste num texto com a idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para os homens, com uma transição de 20 anos, e igualdade de condições entre trabalhadores da iniciativa privada e do serviço público. “A palavra para a Previdência hoje é esclarecimento”, diz Temer.

PARA JUCÁ, CÂMARA TERÁ NOME DE "CONSENSO" NA SECRETARIA DE GOVERNO PARA CONSTRUIR APROVAÇÃO DA PREVIDÊNCIA

O presidente do PMDB e líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou nesta terça-feira que a Câmara está sendo consultada e vai indicar um nome de "consenso" para construir uma maioria a fim de aprovar a nova versão da reforma da Previdência.

Questionado se o nome ideal para o posto seria o do deputado Carlos Marun (PMDB-MS), ele não quis opinar. Para ele, há "muitos nomes ideais" na bancada de deputados do PMDB para ocupar a cadeira atualmente com o tucano Antonio Imbassahy.

Jucá afirmou que não há uma exigência que o novo ministro da Secretaria de Governo seja do PMDB. Defendeu que a escolha é do presidente e que deve ser construída e costurada com os partidos da Câmara. Para ele, é importante que seja feito um entendimento com os deputados, que o Senado acompanha as negociações do nome e que, se tiver qualidade, vai apoiá-lo.

O presidente do PMDB negou que os partidos do centrão estão ganhando mais espaço na reforma. "O presidente está compondo um entendimento com essa base aliada, com esses diversos partidos, no sentido de construir uma votação que aprove a Previdência. Isso é muito importante, não há fato mais relevante para o governo agora do que tentar construir essa base", afirmou ele, na saída de uma reunião da Executiva do PMDB.

Presente ao encontro partidário, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, garantiu que o governo vai ter os votos suficientes para aprovar a nova versão da reforma da Previdência na Câmara até o final do ano. Ele disse, entretanto, que a aprovação da proposta não depende "necessariamente" de uma reforma ministerial.

"Mas evidentemente as coisas todas andam juntas. Nós precisamos criar condições para ter uma maioria parlamentar tanto na Câmara quanto no Senado comprometida com determinados objetivos de política econômica", disse Moreira.

EDUARDO CUNHA TEM PENA REDUZIDA NA SEGUNDA INSTÂNCIA

O TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região diminuiu para 14 anos e seis meses a pena do ex-deputado Eduardo Cunha, nesta terça-feira (21). O ex-parlamentar havia sido sentenciado a 15 anos e quatro meses de prisão pelo juiz Sergio Moro, em março de 2017. Naquele mês, Cunha foi condenado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão fraudulenta de divisas.

O relator João Pedro Gebran Neto, em seu voto, decidiu subir a pena para 18 anos e 6 meses e pediu a execução imediata. O ex-deputado já está preso desde outubro de 2016 por decisão de Moro, que passou a tratar do caso quando Cunha teve o mandato cassado e perdeu o foro privilegiado.

O desembargador Leandro Paulsen fixou a pena em 14 anos e seis meses. O desembargador Victor Laus acompanhou o voto. Cunha foi absolvido de uma das imputações por lavagem de dinheiro. Em entrevista à imprensa após a decisão, o advogado Pedro Ivo Velloso afirmou que irá recorrer da decisão, apesar da diminuição da pena. "Vamos recorrer porque a decisão é essencialmente injusta, não dá valor correto às provas. Escolheram manter a palavra de um delator", disse.

Na sustentação oral, Velloso negou que o ex-parlamentar tenha cometido qualquer crime. "Não há lavagem. Era patrimônio de mais de 25 anos, lícito, que ele tinha no exterior. Não havia obrigação de declaração do trust", disse.

A defesa sustenta que Cunha foi condenado porque Moro não identificou "com clareza" condicionamento da Suíça à acusação de evasão de divisas. O TRF negou pedido dos advogados de suspensão do julgamento do recurso e de abertura de apuração sobre o caso. O relator João Pedro Gebran Neto votou por negar o pedido.

"Não merece crédito o questionamento. Até achei forte a expressão 'falsa'. Há de fato uma diferença de tradução, mas não há falsidade", disse no tribunal. O relator afirmou, ainda, que a tentativa de colocar a questão em dúvida nesse momento pareceu um "artifício para retardar o julgamento".

TRIBUNAL RESTABELECE PRISÃO DE PICCIANI E MAIS DOIS DEPUTADOS DO RIO

O Tribunal Regional Federal do Rio decidiu nesta terça-feira (21) o restabelecimento da prisão do presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani, e os deputados Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB.

Os juízes federais da 1ª Seção Especializada do TRF, por unanimidade, consideraram ilegal os atos da Alerj na sessão que revogou a prisão dos parlamentares, bem como restabeleceu os mandatos dos três. Cinco magistrados participaram da votação.

Em questão de ordem, o juiz Abel Gomes, relator da Operação Lava Jato no TRF do Rio, afirmou que a Alerj “exorbitou nos que podia deliberar” ao promover a soltura dos deputados junto à Secretaria de Administração Penitenciária apenas com a apresentação da resolução aprovada na Casa.

Gomes afirma que o Legislativo deveria comunicar o TRF da decisão para que tomasse as medidas necessárias, como expedição de alvarás de soltura. Até a tarde desta terça, o tribunal não foi comunicado oficialmente da decisão do Legislativo.

“Só pode prender quem pode soltar. Só poderia ser revogada por órgão judiciário competente, que seria nós. Só expede alvará de soltura, quem expede mandado de prisão”, disse Gomes.

O juiz federal Paulo Espírito Santo afirmou ainda que o episódio poderia motivar uma nova prisão preventiva dos envolvidos na soltura, por ter sido feita de forma ilegal.

O juiz federal defendeu ainda que, caso a nova ordem judicial a ser proferida não seja cumprida, os demais integrantes da Seção solicite a intervenção na Alerj ao STF (Supremo Tribunal Federal).

ELEITOR DE CAICÓ: “ESTOU ARREPENDIDO DE TER VOTADO EM BATATA”


Arrependidos, eleitores dizem que, se as eleições fossem realizadas hoje, não votariam mais em Robson Araújo ( Batata). “como é difícil acreditar nas pessoas, acreditar que possam fazer diferente, que possam mudar as nossas vidas e a vida de nossos familiares! mas eu acreditei! acreditei em falsas promessas! acreditei que o homem, o profissional radialista, fosse diferente de todos os demais políticos! e me dei mal! e contribuí para o abandono, o descaso e o desrespeito pelo povo de Caicó! e como me arrependo! chego até a pedir perdão a Deus por ter até endeusado esse homem (Batata) que se dizia o melhor para a cidade! e peço também perdão aos meus familiares, amigos, enfim a todos os moradores de Caicó, por ter votado nesse homem! mas afirmo a todos que estou arrependido! porque eu tenho plena consciência do que fiz e me arrependo! portanto meu voto foi consciente! aquele voto que almejava mudanças! e essas mudanças abrangem a todas as camadas sociais: educação, trabalho, saúde, social, cultural infraestrutura e acima de tudo a valorização humana desabafo na manhã desta terça-feira um eleitor arrependido, dentro do Mercado Público de Caicó.

E continuou, e nada disso eu percebi nessa gestão até agora, muito pelo contrário, tenho observado é muita falta de respeito, principalmente pelos funcionários assalariados que tem como única fonte de renda, essa quantia irrisória para manter sua família em todos os setores primordiais à sobrevivência humana. E como é difícil administrar sua casa sem receber seus salários em dia e manter o nome limpo! Sim, pois considero o nome limpo o maior requisito para a dignidade do homem E isso é o que tem ocorrido em Caicó na gestão desse Batata ! O prefeito que eu ajudei a eleger não tem cumprido suas promessas! Não paga a quem realmente trabalha e sobrevive desse trabalho! Valoriza pessoas de fora com altos salários e eu, meus colegas de trabalho e tantos outros caicoenses, sofrem, mendigam e são destratados por um homem desumano, frio, calculista e incapaz de estender a mão para agradecer o meu voto, o seu voto, o voto de uma grande maioria que também acreditou em suas falsas promessas de mudanças.!”

17 de novembro de 2017

PARA FHC, BOLSONARO É A PRINCIPAL AMEAÇA PARA AS ELEIÇÕES DE 2018

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse nessa quinta-feira, 16, que não pode descartar a possibilidade de o Brasil repetir a experiência italiana depois da Operação Mãos Limpas e eleger um presidente de direita similar a Silvio Berlusconi na esteira da Lava Jato. Embora não tenha citado nomes, ele deixou claro que considera o deputado e presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) a principal ameaça nas eleições do próximo ano.

"Eu não quero entrar em detalhes, mas há pessoas da direita que são pessoas perigosas", disse FHC em evento na Universidade Brown, nos EUA. "Um dos candidatos propôs me matar quando eu estava na Presidência. Na época, eu não prestei atenção. Mas hoje eu tenho medo, porque agora ele tem poder, ainda não, ele tem a possibilidade do poder."

Em entrevista à TV Bandeirantes em 1999, Bolsonaro afirmou que seria impossível realizar mudanças no Brasil por meio do voto. "Você só vai mudar, infelizmente, quando nós partirmos para uma guerra civil aqui dentro. E fazendo um trabalho que o regime militar não fez. Matando 30 mil, e começando por FHC", declarou.

Segundo o ex-presidente, há um "debate sério" no Brasil sobre o assunto, inclusive entre os juízes responsáveis pela Lava Jato. "Eles estão comparando, eles sabem o que aconteceu na Itália, todo mundo sabe das consequências em termos de Berlusconi. Se você olha a situação atual do Brasil, eu não posso dizer que isso não é possível."

Para o tucano, o sucesso na disputa de 2018 dependerá da capacidade do candidato de expressar uma mensagem que coincida com as aspirações da população. Mas ele ressaltou que a política não é pautada só pela razão, mas também pela emoção. "É arriscado. Essa pessoa está comprometida com a Constituição, com o respeito das leis, com os direitos humanos?"

FHC disse que relutou em apoiar o impeachment de Dilma Rousseff, mas mudou de ideia quando houve a paralisia do governo. De acordo com ele, a única saída possível para esse tipo de situação em um regime presidencialista é o impeachment. O ex-presidente afirmou ainda que o afastamento é uma decisão política, ainda que amparado em base legal - no caso, o desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal

"Isso é um crime tremendo? Não, muitas pessoas fizeram (o mesmo). E por que não (foram afastadas)? Porque essas pessoas não estavam em uma frágil posição de poder e a consequência não foi a interrupção do processo de tomada de decisões. É uma questão política."

TSE PEDE A TEMER QUE HORÁRIO DE VERÃO SEJA ADIADO EM 2018

Em um encontro realizado na noite desta quinta-feira, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, solicitou ao presidente Michel Temer que adie o horário verão de 2018. Em ofício, Gilmar solicita que a mudança no horário se inicie apenas após o segundo turno das eleições.

De acordo com o TSE, a medida visa “garantir que os diferentes fusos horários existentes no Brasil, acentuados pela mudança de ponteiros que tradicionalmente ocorre nos meses de verão nas regiões do Centro-Sul do país, não causem atrasos na apuração dos votos e na divulgação do resultado das eleições”.

O TSE cita como exemplo que as urnas no estado do Acre fecham três horas após a contagem ser realizadas nos estados do Sul e Sudeste além de parte da região Centro-Oeste. De acordo com o tribunal, o horário de verão apenas agrava a situação. Também foi encaminhado um ofício ao Ministério de Minas e Energia (MME) com a mesma solicitação.

GOVERNO DEVE PROIBIR A CRIAÇÃO DE NOVOS CURSOS DE MEDICINA POR CINCO ANOS

O governo federal estuda decretar, ainda nesta sexta-feira (17/11), a suspensão da abertura de novos cursos de medicina no Brasil por ao menos cinco anos.

A proposta, elaborada pelo Ministério da Educação, já está no Planalto e aguarda apenas a assinatura do presidente Michel Temer.

O ministro da Educação, José Mendonça Bezerra Filho, disse que a medida não afetará a criação dos cursos já previstos em editais lançados ainda à época do governo de Dilma Rousseff, que autorizam a abertura de quase 30 novas faculdades no país..

Para o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Mauro Luiz de Britto Ribeiro, a medida é "bem-vinda", mas não ideal justamente porque o governo planeja manter a criação desses cursos autorizados por Dilma.

Para Ribeiro, a "abertura indiscriminatória" de novas escolas médicas coloca em xeque a qualidade da formação de profissionais no país. Segundo ele, essas faculdades devem ser instaladas em regiões com estrutura de saúde pública, com médicos, hospitais e laboratórios.

"Não há como falar em qualidade com essa abertura a granel que está sendo feita de cursos no país, principalmente em lugares sem condições de receber e formar estudantes. O país vai colher os frutos disso no futuro", acrescentou.

GOVERNO LIBERA R$ 1,7 BI DO PIS/PASEP PARA APOSENTADOS A PARTIR DESTA SEXTA-FEIRA

Aposentados poderão sacar saldos de contas do PIS/Pasep a partir desta sexta-feira, 17. Em agosto, o governo anunciou a antecipação dos saques, que antes só era permitido para pessoas com mais de 70 anos.

Nesta etapa, terão direito ao saque mais de 1,2 milhão de brasileiros, que terão disponíveis R$ 1,7 bilhão. Para aposentados correntistas da Caixa Econômica Federal, no caso do PIS, e do Banco do Brasil, no caso do Pasep, os valores foram creditados nas contas na semana passada.

Podem sacar os recursos trabalhadores cadastrados no fundo PIS/Pasep entre 1971 e outubro de 1988, que ainda não sacaram o saldo total de suas contas. A partir de 14 de dezembro, os saques estarão disponíveis para mulheres com mais de 62 anos e homens a partir de 65 anos, de acordo com cronograma anunciado pelo governo. A estimativa é que R$ 15,9 bilhões sejam sacados, o que, segundo a expectativa do governo, ajudará a aquecer a economia.

NO BRASIL, FALTA TRABALHO ADEQUADO PARA 26,8 MILHÕES DE PESSOAS

A taxa de subutilização da força de trabalho no país ficou praticamente estável no terceiro trimestre do ano, fechando em 23,9% do mercado de trabalho crescimento de apenas 0,1 ponto percentual frente aos 29,8% relativos ao segundo trimestre. Os números, no entanto, significam que ainda representa 26,8 milhões de pessoas sem trabalho adequado no país.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados hoje (17), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de subutilização, segundo os parâmetros do IBGE, agrega a população desocupada, os subocupados por insuficiência de horas e os que fazem parte da força de trabalho potencial.

Deste total apurado pelo IBGE, 18,5% (o equivalente a 19,2 milhões de pessoas) diziam respeito à taxa combinada de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas e desocupação (pessoas ocupadas com uma jornada de menos de 40 horas semanais, mas que gostariam de trabalhar em um período maior, somadas às pessoas desocupadas).

Em relação ao segundo trimestre, essa taxa combinada mostrou estabilidade, uma vez que equivalia a 18,6% do total da força de trabalho. Quando a comparação se dá com o 3º trimestre de 2016, de 16,5%, há um aumento da taxa de 2,1 pontos percentuais.

No terceiro trimestre de 2017, as maiores taxas foram verificadas na Bahia (30,8%), no Piauí (27,7%), em Sergipe (25,2%), no Maranhão (24,9%) e em Pernambuco (24,5%). As menores taxas foram registradas em Santa Catarina (8,9%), no Mato Grosso (12,0%), em Rondônia (12,2%), no Mato Grosso do Sul (12,8%), Paraná (13,0%) e Rio Grande do Sul (13,0%).

VICE-PREFEITO DIZ QUE CAICÓ VIVE UM CAOS ADMINISTRATIVO

Na entrevista concedida ao radialista Luciano Vale da rádio 106 FM pelo vice-prefeito de Caicó, Marcos do Manhoso, ficou bastante claro que á Prefeitura de Caicó está sob a paralisia da máquina pública e sob completa inexistência de um projeto de gestão para a cidade. Ele disse ainda que o caos impera em Caicó.

Essa falta de projeto de gestão está afetando diretamente os servidores públicos que estão com seus salários atrasados a rede municipal de saúde, a limpeza pública da cidade, a zona rural que está completamente abandonada, os postos de saúde a rede hospitalar, como é o caso do Hospital do Seridó, onde os funcionários estão a quatro meses sem receber seus salários e o prefeito Batata, segundo Marcos do Manhoso foge na hora de discutir os problemas e viaja pra Natal.

Depois de apontar diversas áreas onde considera que a Prefeitura está atuando de forma precária e de apontar diversas promessas de campanha não cumpridas até agora, o vice-prefeito, Marcos do Manhosos, disse que nem ele (Marcos), nem o povo de Caicó, acredita mais na palavra de Batata.

Mediante tais declarações, a população espera que Marcos do Manhoso não sofra represália por parte do prefeito Batata, por dizer a verdade e que o radialista, Luciano Vale não seja punido profissionalmente porque entrevistou o vice-prefeito, já que a rádio 106-FM é de propriedade do vice-prefeito de Natal, e ex-deputado Álvaro Dias, que hoje é o maior aliado político de Batata, quando antes, no período da campanha era ferrenho adversário.

Agora está na hora da Câmara Municipal de Caicó, chamar o prefeito Batata, independente do acordo político que Batata e Álvaro possam ter feito para o futuro para sair dessa paralisia e da irresponsabilidade que paira sobre os últimos encaminhamentos da administração municipal, já que isso tem causado muitos danos aos servidores e a própria cidade.

Por outro lado, isso mostra que V.Exª foi candidato sem preparo para assumir a administração pública de Caicó, principalmente quando fazemos comparativos com outros prefeitos jovens que se elegeram em outras capitais do nosso país. Portanto, fica a dica: trabalha prefeito.

16 de novembro de 2017

COMISSÃO APROVA FERIADO NACIONAL NO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) aprovou um projeto de lei que transforma o Dia Nacional da Consciência Negra celebrado em 20 de novembro em feriado em todo o País.

O autor do projeto, o deputado Valmir Assunção (PT-BA), ressalta que a data é o dia da morte de Zumbi dos Palmares, líder da resistência negra à escravidão na época do Brasil Colonial, e representa, no plano simbólico, a herança histórica da população negra no processo de libertação e de luta por direitos violados.

O parecer do relator, deputado Chico Alencar (Psol-RJ), foi pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do projeto e do substitutivo da Comissão de Cultura. Em vez de criar uma nova lei, o substitutivo modifica a legislação que define os feriados nacionais.

“A data escolhida procura homenagear uma figura histórica de extrema importância e que denota a necessidade de pluralizarmos nossos heróis nacionais”, afirmou Alencar. “A luta de Zumbi de Palmares é uma das mais relevantes da história de nossas repúblicas, cabendo a exposição e festejo desse símbolo das lutas e ganhos da população negra de nosso País”, completou.

Ele destaca que alguns estados e municípios aprovaram leis com a homenagem e fixação de feriado, como as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Cuiabá. “Cabe agora à União reconhecer essa data”, concluiu.

O projeto foi aprovado pela Comissão de Cultura, mas rejeitado na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviço. Agora segue para análise do Plenário da Câmara.

FUNDADOR DA GOL, NENÊ CONSTANTINO RECEBE NOVA CONDENAÇÃO POR HOMICÍDIO

O Tribunal do Júri de Taguatinga, no Distrito Federal, condenou na madrugada de hoje (15) o empresário Constantino de Oliveira (Nenê Constantino), de 86 anos, ex-dono da Gol Linhas Aéreas, a 13 anos de prisão. Ele foi considerado culpado pelo assassinato de Tarcísio Gomes Ferreira, um ex-funcionário seu, em 2001.

Além de Nenê, que fundou a Gol Linhas Aéreas, foram condenados Vanderlei Batista Silva, de 76 anos (13 anos de prisão), e João Alcides de Miranda, de 69 anos (15 anos de prisão). Os três poderão recorrer em liberdade.

Constantino, Batista Silva e Miranda foram considerados culpados por arquitetar o assassinato de Ferreira, que participava de uma ocupação em um terreno da Aviação Pioneira, empresa da qual Constantino era dono, em Taguatinga. O crime ocorreu em um trailer em frente ao local.

O executor dos disparos de arma de fogo que mataram Ferreira foi reconhecido como Adelino Lopes Folha Júnior, o "Juninho", já falecido. Na ocasião, ele atingiu também outra pessoa, José Amorim dos Reis, que não estava envolvido na disputa pelo terreno , no momento do crime, carregava seu filho de 2 anos no colo.

Após mais de 28 horas de trabalho, em que sete testemunhas foram ouvidas, os jurados decidiram condenar os três réus por homicídio qualificado, por motivo torpe. Trata-se da segunda condenação de Nenê Constantino pelo Tribunal do Júri de Taguatinga. Em maio deste ano, ele recebeu a pena de 16 anos de prisão por outro homicídio motivado pela mesma disputa pelo terreno da Viação Pioneira.

MINISTÉRIO PÚBLICO PEDE BLOQUEIO DE R$ 24 MILHÕES DE LULA E DE FILHO

O MPF (Ministério Público Federal) em Brasília pediu à Justiça Federal o sequestro de R$ 24 milhões em bens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do filho Luís Cláudio Lula da Silva.

A solicitação foi feita por procuradores da Operação Zelotes em ação na qual são acusados de tráfico de influência e organização criminosa em esquema para viabilizar a edição da medida provisória 627, de 2013, que beneficiou montadoras de veículos, e a compra de caças suecos pelo governo brasileiro. A decisão a respeito será tomada pela 10ª Vara Federal em Brasília. O MPF requer o sequestro de R$ 21,4 milhões de Lula e mais R$ 2,5 milhões do filho.

Na denúncia sobre o caso, apresentada em 2016, Lula e Luís Cláudio são acusados de atuar em conluio com o lobista Mauro Marcondes Machado, que representava a montadora Caoa e a multinacional sueca Saab, produtora dos caças, para favorecer as empresas no governo de Dilma Rousseff.

No pedido, apresentado em 27 de outubro, o MPF sustenta que Lula é o responsável pelos valores recebidos pelo lobista das duas empresas com supostos interesses ilícitos. Também alega que o ex-presidente trabalhou para que Machado repassasse R$ 2,5 milhões a Luís Cláudio.

Os procuradores também pedem que a Justiça amplie o bloqueio de bens de Machado de R$ 11 milhões para R$ 22 milhões.A Justiça abriu prazo para que as defesas se manifestem é só decidirá a respeito depois disso. A defesa de Lula informou em nota que o pedido não tem "base jurídica e materialidade".

JUSTIÇA DECIDE PELA PRISÃO IMEDIATA DE DEPUTADOS DO RIO DE JANEIRO

Desembargadores federais do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) decidiram na tarde desta quinta-feira, por unanimidade, que os deputados estaduais do Rio de Janeiro Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB, devem ser presos preventivamente.

Assim que os mandados de prisão forem expedidos, os parlamentares devem ser imediatamente presos. Em seguida, a Assembleia Legislativa irá analisar, quando for notificada, se os deputados permanecerão presos.

O desembargador Marcelo Granato, o penúltimo a declarar seu voto, se referiu aos deputados como “sujeitos que não param”.“Os sujeitos não param, quem sabe as prisões possam pará-los. A História dirá o que os deputados estaduais farão com a nossa decisão”, disse.

A Turma de desembargadores analisou os pedidos de prisões feitos pelo Ministério Público Federal (MPF) com base em investigações e depoimentos revelados pela Operação “Cadeia Velha”, deflagrada nesta semana. As investigações revelaram o uso de cargos políticos da cúpula da Alerj para a prática de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

14 de novembro de 2017

COMANDANTE DO EXÉRCITO SE POSICIONA CONTRA A NECESSIDADE DE INTERVENÇÃO MILITAR

Questionado sobre os apelos por intervenção militar agregarem complexidade à missão de comandar o Exército e a tropa de mais de 200 mil homens, Villas Bôas diz que não há nenhuma dificuldade interna e salienta a necessidade de ficar longe das disputas político-partidárias.

"O Exército está coeso e absolutamente consciente de que é uma instituição de Estado e de que não cabe participar de uma dinâmica de caráter político e de caráter partidário", afirma.

Ele próprio cita 1964, ano em que os militares assumiram o comando do Brasil, para salientar quão diferentes eram as circunstâncias daquela época se comparadas com o momento atual. "Sempre vêm lembranças relativas ao período de 1964... O Exército continua o mesmo daquele período, com os mesmos valores, os mesmos princípios, os mesmos objetivos, mas as circunstâncias mudaram muito", diz.

Segundo o comandante, aqueles foram tempos de Guerra Fria, em que até mesmo a coesão do Exército estava ameaçada. "O Exército estava na eminência de rachar."

Hoje, afirma Villas Bôas, o país tem instituições amadurecidas. "Tanto que a gente vem nessa crise já há algum tempo e as instituições permanecem cada uma cumprindo as suas funções. O Brasil é um país complexo, tem um sistema de pesos e contrapesos que dispensa a sociedade de ser tutelada. Então ela própria, a sociedade, tem que encontrar os caminhos para a superação dessa crise."

Além de se posicionar contra a necessidade de intervenção militar para resolver a atual crise, o comandante também tem uma visão crítica em relação ao uso das Forças Armadas para conter a violência urbana.

Apesar de considerar natural a expectativa de ver o Exército atuando para garantir segurança pública, Villas Bôas acredita que o problema é mais complexo - e exige muito mais que soldados nas ruas.

"Quero ressaltar que não se pode esperar que o emprego das Forças Armadas, no nosso caso o Exército, vai resolver o problema de segurança pública. Essa é uma problemática que tem raízes muito profundas e decorre de falência, de não funcionamento ideal de vários outros setores da atuação governamental ou até mesmo de responsabilidade da sociedade", afirma.

"Aí vem o problema da educação e da disciplina social, das quais a nossa sociedade está carente. Vem o problema de falta de alternativa para a juventude e algo que lhes dê uma esperança no futuro."

'EXÉRCITO É O MESMO DE 1964, MAS CIRCUNSTÂNCIAS MUDARAM', DIZ COMANDANTE SOBRE PEDIDOS DE INTERVENÇÃO MILITAR

O general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, comandante-geral do Exército, é um dos responsáveis por assegurar a defesa do país. Ao mesmo tempo, é um homem que trava uma batalha pessoal com a própria saúde.

Em março deste ano, ele revelou, em um vídeo institucional divulgado no YouTube, estar enfrentando uma doença neuromotora degenerativa que afeta a musculatura. Cinco meses depois, com a mobilidade bastante restrita e a respiração mais ofegante, ele tem participado de eventos usando uma cadeira de rodas.

Em entrevista à BBC Brasil, por telefone, o próprio comandante classificou a situação dele como "inaudita". Mas garante que a saúde mais fragilizada, que contrasta com a imagem de um soldado pronto para a guerra, não é, para ele, motivo para ele deixar o posto. O trabalho, diz ele, o ajuda a enfrentar a doença. Nos bastidores da caserna, porém, já se especula quem será seu sucessor.

Questionado sobre os pedidos de intervenção militar que surgiram em certos setores nos últimos anos, o general Villas Bôas foi categórico em dizer que a própria sociedade brasileira é capaz de encontrar uma solução para a crise sem que isso ocorra. "O Brasil tem um sistema que dispensa a sociedade de ser tutelada", declarou.

Villas Bôas, de 66 anos, completou 50 anos de Exército. Aos 16, entrou na Escola de Cadetes em Campinas, para em seguida ingressar na Academia Militar das Agulhas Negras. Aspirante da turma de 1973, acumulou na carreira importantes postos de comando, como o da Amazônia, e funções mais políticas como a de adido-adjunto na Embaixada do Brasil na China e chefe da assessoria parlamentar do Exército.

Foi promovido comandante em julho de 2011. Desde então, passou usar as redes sociais para se comunicar com dois públicos diferentes: os militares e entusiastas das Forças e também o público em geral. Ele próprio é ativo no Twitter, mas admite que não posta diretamente. "Mas sempre defino os temas e o espírito da mensagem." Villas Bôas se diz frustrado por não poder percorrer as unidades do Exército, mas garante que o exercício da função o ajuda a enfrentar a doença.

RETOMADA MAIS CONSISTENTE DA ECONOMIA FAVORECERIA CANDIDATO DO PSDB

A um ano das eleições, os sinais de que a recessão ficou para trás tornam-se cada vez mais claros no Brasil. O desemprego começa a recuar, o Produto Interno Bruto (PIB) registrou dois trimestres consecutivos de alta e o comércio voltou a tomar fôlego.


O desempenho desses indicadores nos próximos 12 meses será decisivo para definir o desfecho do pleito presidencial. Quanto mais forte o ritmo de retomada da economia, diz a consultoria Economist Intelligence Unit (EIU), maiores as chances de candidatos centristas, mais alinhados ao mercado.

Isso porque, depois de dois anos de crise, os brasileiros não estariam dispostos a colocar em risco uma eventual recuperação do poder de compra, do consumo e o aumento da sensação de bem-estar apostando em candidatos com discurso mais radical à esquerda ou à direita, avalia Fiona Mackie, diretora regional para a América Latina da EIU. quanto mais clara a recuperação, mais pragmáticos tendem a ser os eleitores", ressalta.

A análise sobre o Brasil consta em um relatório sobre o panorama eleitoral da América Latina em 2018 que a consultoria, parte do grupo que publica a revista The Economist, divulga nesta terça-feira.Nesse cenário, o partido que mais se beneficiaria seria o PSDB, ela diz hoje, o mais cotado para disputar a Presidência pelo partido é o governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB).

COM ZIKA E CRISE, NASCIMENTOS RECUAM NO PAÍS APÓS 6 ANOS; CASAMENTOS CAEM

O número de nascidos no Brasil em 2016 caiu 5,1% em relação ao ano anterior, interrompendo tendência de crescimento que vinha desde 2010. O fenômeno aconteceu em todas as regiões do país. O número de casamentos também sofreu queda tanto para gays quanto para heterossexuais e o de divórcios, por sua vez, aumentou.

É o que mostra a pesquisa anual Estatísticas de Registro Civil, divulgada nesta terça-feira (14) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Já era esperado que o número de nascimentos caísse em algum momento devido ao envelhecimento da população e da queda da taxa de fecundidade, mas a proporção do recuo surpreendeu os pesquisadores.

Houve 2,79 milhões registros de nascimentos, 151 mil a menos do que em 2015. Para se ter uma ideia, 96,5% dos municípios do Brasil têm menos de 150 mil habitantes. Entre 2003 e 2010, o número de nascimentos oscilou sutilmente. A partir de 2010, a tendência foi de crescimento, até 2016. A queda neste ano foi a mais acentuada desde 2006.

Uma das hipóteses levantadas por pesquisadores do IBGE para explicar a queda do número de nascidos é o surto de zika, que inibiu mulheres de engravidarem. Reforça essa hipótese o fato de o Estado de Pernambuco, que teve muitos casos da doença, ter tido a maior queda do número de nascimentos ocorridos e registrados em 2016 entre todas as unidades da federação.

Também é possível que a crise financeira por que passa o país tenha desincentivado casais a terem filhos. "Pesquisas do IBGE mostram que há relação entre crise, desemprego e nascimentos. As pessoas acabam adiando a decisão de ter filhos", diz Barbara Cobo, coordenadora de população e Indicadores sociais do IBGE.

Se o número de nascimentos caiu, a idade das mães se manteve a mesma de 2015. Os dados confirmam que as mulheres estão postergando a maternidade. Entre 2006 e 2016, cresceu a proporção de mães que tiveram filhos depois dos 30 anos e houve queda no número de mães jovens.

Mulheres do Norte e do Nordeste foram mães mais jovens do que no resto do país. Na região Norte, há maior concentração no grupo de idade de 20 a 24 anos (29,6% dos nascidos). Isso se explica, em parte, pelo fato de a região ter uma população relativamente mais nova do que o resto do país, além de um número de filhos mais alto por mulher.

Já as regiões Sul e Sudeste têm as mães mais velhas. Nelas, o maior percentual de nascimentos ocorre entre mulheres de 25 a 29 anos (24,7% no Sul e 24,3% no Sudeste), 20 a 24 anos (23,5%) e 30 a 34 anos (22,1%).

As pessoas também se casaram menos em 2016, tanto gays quanto heterossexuais. Houve redução de 3,7% no total de casamentos em relação a 2015, foram 41.813 a menos. A estatística só leva em conta casamentos de papel passado, excluindo outros acordos, como uniões estáveis. A taxa de nupcialidade legal foi de 6,87, o que significa que, para cada mil brasileiros em idade para casar, sete, em média, se uniram legalmente. Em 2015, a taxa havia sido de 7,2.

Isso aconteceu em todas as regiões do país para casais de sexos diferentes. Já para cônjuges do mesmo sexo, as exceções foram as regiões Sudeste e Centro-Oeste, onde houve aumento nessas uniões de 1,6% e 7,7%, respectivamente.

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) aprovou resolução que determina que todos os cartórios estão habilitados a celebrar o casamento entre pessoas do mesmo sexo no país.Para Cobo, havia uma demanda reprimida pelo casamento gay, que passou por "boom" entre 2013 e 2015. A tendência, diz ela, é que a taxa estabilize a longo prazo.

PF DESARTICULA QUADRILHA QUE FURTAVA POUPANÇA DE CLIENTES DA CAIXA

Equipes da Polícia Federal (PF) cumprem esta manhã mandados judiciais contra integrantes de um grupo criminoso com ações fraudulentas na Caixa Econômica Federal.

São 56 mandados judiciais, sendo 23 de busca e apreensão, seis de prisão preventiva, sete de prisão temporária, seis de sequestro de bens e um mandado de suspensão do exercício da função pública.

A operação, chamada de Duas Caras, ocorre nos estados de Santa Catarina, do Paraná e da Paraíba. A investigação tem como alvo uma quadrilha que furtava dinheiro de contas poupança de clientes do banco. O grupo criminoso contava com a ajuda de um funcionário da Caixa.

De acordo com a PF, entre os crimes estão furto qualificado, estelionato qualificado, peculato, que é quando um funcionário público se apropria de valor ou bem público, uso de documento falso, falsificação de documento público e associação criminosa.

A quadrilha, segundo a PF, contava com a cumplicidade de um funcionário da Caixa, que ajudava o grupo fornecendo informações de contas poupança de clientes com grandes valores e que não apresentava histórico de retiradas.

Com as informações, o líder solicitava a emissão de documentos falsos e complementava os demais dados necessários com outros participantes, que tinham acesso ao banco de dados. Em seguida, membros da quadrilha entravam em contato com a central de cartões da Caixa e, se passando por clientes, informavam a falsa perda do cartão para gerar outro.

A partir daí, os cartões eram retirados nos Correios também com o uso de documentos falsos. De posse dos cartões, os investigados sacavam dinheiro nos caixas eletrônicos, faziam compras em débito automático e transferências até zerar a poupança da vítima.

TITE ENFIM ENFRENTA UMA SELEÇÃO DA EUROPA, O PESADELO DO BRASIL NAS ÚLTIMAS COPAS

Nesta terça-feira, o Brasil encara a Inglaterra, às 18h (de Brasília), em mais um amistoso internacional de preparação para a Copa do Mundo de 2018. A partida terá acompanhamento em tempo real do ESPN.com.br.

Será o primeiro confronto do técnico Tite contra uma seleção europeia desde que ele assumiu o cargo, em 20 de junho de 2016. E é justamente contra europeus que o Brasil viveu pesadelos nas três últimas Copas do Mundo. Em 2006, por exemplo, a equipe canarinho até ganhou da Croácia na primeira fase, mas, após eliminar Gana nas oitavas, parou diante da França, com um show de Zinedine Zidane, nas quartas de final.

Depois, em 2010, não conseguiu sair de um 0 a 0 com Portugal na fase de grupos e caiu de virada para a Holanda, novamente nas quartas, com dois gols de Sneijder e expulsão do volante Felipe Melo após pisão em Robben.

Por fim, em 2014, todos se lembram: outra vitória sobre a Croácia na primeira fase, mas depois um 7 a 1 para a Alemanha na semifinal, no Mineirão, e outra derrota feia na disputa do 3º lugar: 3 a 0 para a Holanda, em Brasília. Por isso, o confronto contra a Inglaterra é uma "prova de fogo" para Tite.

Se por um lado o treinador tem aproveitamento excelente desde que assumiu a seleção brasileira (13 vitórias, dois empates e só uma derrota em 16 partidas, ou 85,4% dos pontos), até agora ele não jogou contra nenhuma equipe da Europa.

Todos os seus triunfos até agora foram contra times de América, Ásia ou Oceania: 3 a 0 no Equador, 2 a 1 na Colômbia, 3 a 0 na Bolívia, 2 a 0 na Venezuela, 3 a 0 na Argentina, 2 a 0 no Peru, 1 a 0 na Colômbia, 4 a 1 no Uruguai, 3 a 0 no Paraguai, 4 a 0 na Austrália, 2 a 0 no Equador, 3 a 0 no Chile e 3 a 1 no Japão. Já os dois empates foram só contra sul-americanos: 1 a 1 com a Colômbia e 0 a 0 com a Bolívia. A única derrota, por sua vez, foi o 1 a 0 para a Argentina, em amistoso.

Apesar disso, Tite tem a história ao seu lado, já que o retrospecto do Brasil contra a Inglaterra é extremamente positivo. Ao todo, foram 25 jogos na história, com 11 vitórias brasileiras e apenas quatro triunfos ingleses no saldo de gols, são 34 gols-pró para os "canarinhos" e 23 contra.

APÓS FRACASSO COM ITÁLIA, VENTURA PEDE DESCULPAS

A culpa pelo maior fracasso da história do futebol italiano já tem um culpado. Ao menos para torcedores da seleção italiana e críticos: Giampiero Ventura, treinador da Azzurra. Mas depois do empate sem gols contra a Suécia, na repescagem, o comandante italiano foi sucinto e disse que não pediu demissão.

“Eu não me demiti porque ainda não encontrei com o presidente da federação italiana. Nós vamos nos encontrar nos próximos dias, vamos discutir sobre isso. Precisamos falar de muitas coisas”, afirmou.

Até a repescagem nós estávamos progredindo, como esperávamos. E aí não tivemos sorte por não termos feito gols nesses. Eu peço desculpas aos italianos, mas apenas pelo resultado e não pelo esforço que nós colocados a cada jogo”, finalizou.

"DOMINGÃO DO FAUSTÃO" DEMITE TRÊS REPÓRTERES EM UM ÚNICO DIA

Na última segunda-feira (13), a produção do "Domingão do Faustão", da Globo, demitiu três repórteres da atração: Ju Valcézia, Renata Longaray e Eliza Joenck. Porém, o clima já era de apreensão diante dos boatos de corte que 'assombravam' os bastidores do dominical.

Nas redes sociais, Ju já havia confirmado sua saída e disse ser muito grata pelos 7 anos de trabalho. "Hoje encerro a minha história no 'Domingão do Faustão'.

Um lugar onde as pessoas eram e continuarão sendo como uma família pra mim. Sou muito grata a direção e ao meu chefe maior Fausto, pelo aprendizado e por todas as oportunidades!", escreveu. Renata informou que estudará na escola de Aguinaldo Silva para se tornar atriz. "Esse ciclo como já sabíamos tinha começo, meio e fim; então, o final chega lindamente com o término do ano de 2017. Renata segue estudando artes cênicas e analisando novos projetos".

Eliza, porém, não quis se pronunciar sobre o caso.Para quem não sabe, as demissões fazem parte de uma reformulação que o "Domingão" passará a partir de 2018. O programa dará maior visibilidade a quadros como "Dança dos Famosos" e "Ding Dong", e menos a matérias especiais, o que ajudará na contenção de custos.